quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O VERDADEIRO ESPÍRITO DAS LEIS

                 O bom juiz não é o que escolhe livremente quem deve sair vencedor em uma disputa: ele apenas deve julgar de acordo com as leis, despindo-se de suas preferências e convicções puramente  pessoais com relação às partes e ao tema que é objeto do julgamento. Magistrados não são e não devem ser palmatória da sociedade. Devem fechar os olhos para a pessoa do acusado e do acusador, mas não podem fechá-los para o que dispõem as leis. Magistrados e membros do ministério público são operadores do Direito, e não seus distribuidores segundo suas convicções.

                Sua atividade, assim como a dos administradores da coisa pública, é plenamente vinculada às leis existentes, sendo bastante limitado o espaço para a discricionariedade, já que todas as suas decisões têm que ser muito bem sopesadas e fundamentadas nas leis e no Direito aplicáveis. Por essa razão, mesmo que um caso lhes pareça excepcional, não devem utilizar critérios de exceção ou tentar inovar, passando por cima dos critérios usuais existentes.

                 Como intérpretes e aplicadores das leis, devem obedecer ao que elas prescrevem, eximindo-se de reinterpretar ou modificar o que já esteja expressamente previsto. Juízes não são – ou não deveriam ser – legisladores. Só devem emitir alguma decisão inovadora, necessária ao deslinde de alguma questão complexa, na hipótese de não existir a norma legal específica e clara que atenda àquela situação – assim mesmo, em tal caso, devem julgar por analogia, costumes e princípios gerais do Direito –  ressalvado o fato de que, no Direito Penal, só se aceitam tais usos ‘in bonam partem’, ou seja, a favor do réu, não se permitindo o uso de analogia para criar novos tipos de delitos ou estabelecer penas não determinadas por lei.   

              Juízes não são vestais, não são oráculos, não são semideuses, não se encontram em um patamar superior de humanidade e ética, e não devem decidir os destinos das demais pessoas da sua própria cabeça, simplesmente usando as leis e amoldando-as para justificar decisões prévias, pessoais. Juízes devem, na realidade, ser escravos do Direito, e não seus inventores ou simples manipuladores, uma vez que permitir que se exerça o Direito de maneira autocrática, como semideuses, é colocar poder excessivo nas mãos de bem poucos e simples mortais ...  
                                                                                        Flávio B. Prieto da Silva
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A ÉTICA DOS QUE JULGAM

Quem fala que o PT é criminoso porque utilizou os serviços do publicitário Marcos Valério e de sua agência, a DNA Propaganda, além de recursos da Visanet (apontados na AP 470-Mensalão como 'dinheiro público'), deveria enxergar o próprio umbigo primeiro. Matéria divulgada agora em sites progressistas da blogosfera dá o roteiro para vermos que os magistrados e ministros do STF também utilizaram serviços e recursos das mesmas fontes para realização de um congresso de magistrados na Bahia! Ué, não era corrupção? Não era bandalheira? Não é ilícito criminal que gera penas altas para seus infratores usar dinheiro público para fins privados? E os congressos de magistrados bancados por empresas de telefonia, não seriam outra bandalheira? Tais empresas são campeãs de processos em juizados cíveis! Peraí - quem julga tá todo cagado, mas posa de baluarte da higiene ética e moral? Ou nada disso é crime e o PT foi penalizado injustamente? Como cidadãos, devemos todos exigir uma resposta. O STF não é um ente autônomo, trabalha para toda a sociedade e a ela deve esclarecimentos. A mídia que colabora com esse órgão exigindo cabeças e pautando as decisões dos ministros dessa corte também exerce concessão de serviço público, é um poder concedido, e não autônomo. Provavelmente tentará minimizar ou manipular a denúncia que ora se apresenta de forma clara ante os olhos da sociedade, mas estaremos vigilantes. Nada de acertos e conchavos: queremos respostas! E punições exemplares ou, no mínimo, coerência com o que foi julgado na AP 470. Ou a DNA Propaganda e Marcos Valério são parte de uma quadrilha e assim, tudo o que fizerem está contaminado, seja com relação aos empréstimos ao PSDB (mensalão tucano, ainda sem julgamento, já desmembrado), seja com relação aos serviços prestados aos próprios magistrados em eventos com ampla participação dos atuais ministros, ou nada do que foi imputado ao PT em associação a esses nomes é crime. Estamos esperando.



Leia mais a esse respeito em:
http://megacidadania.com/2012/11/14/stf-e-3-100-juizes-se-beneficiaram-do-dinheiro-da-visanet/

Espalhe para sua galera do Facebook e demais blogs e redes! Vamos mostrar a ética dos que julgam!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

JULGAMENTO DE NUREMBERG NO BRASIL


O PT, amparado no princípio da liberdade de expressão, critica e torna pública sua discordância da decisão do Supremo Tribunal Federal que, no julgamento da Ação Penal 470, condenou e imputou penas desproporcionais a alguns de seus filiados.

1. O STF não garantiu o amplo direito de defesa

O STF negou aos réus que não tinham direito ao foro especial a possibilidade de recorrer a instâncias inferiores da Justiça. Suprimiu-lhes, portanto, a plenitude do direito de defesa, que é um direito fundamental da cidadania internacionalmente consagrado.

A Constituição estabelece, no artigo 102, que apenas o presidente, o vice-presidente da República, os membros do Congresso Nacional, os próprios ministros do STF e o Procurador Geral da República podem ser processados e julgados exclusivamente pela Suprema Corte. E, também, nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os ministros de Estado, os comandantes das três Armas, os membros dos Tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática em caráter permanente.

Foi por esta razão que o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos, logo no início do julgamento, pediu o desmembramento do processo. O que foi negado pelo STF, muito embora tenha decidido em sentido contrário no caso do “mensalão do PSDB” de Minas Gerais.

Ou seja: dois pesos, duas medidas; situações idênticas tratadas desigualmente.

Vale lembrar, finalmente, que em quatro ocasiões recentes, o STF votou pelo desmembramento de processos, para que pessoas sem foro privilegiado fossem julgadas pela primeira instância – todas elas posteriores à decisão de julgar a Ação Penal 470 de uma só vez.

Por isso mesmo, o PT considera legítimo e coerente, do ponto de vista legal, que os réus agora condenados pelo STF recorram a todos os meios jurídicos para se defenderem.

2. O STF deu valor de prova a indícios

Parte do STF decidiu pelas condenações, mesmo não havendo provas no processo. O julgamento não foi isento, de acordo com os autos e à luz das provas. Ao contrário, foi influenciado por um discurso paralelo e desenvolveu-se de forma “pouco ortodoxa” (segundo as palavras de um ministro do STF). Houve flexibilização do uso de provas, transferência do ônus da prova aos réus, presunções, ilações, deduções, inferências e a transformação de indícios em provas.

À falta de elementos objetivos na denúncia, deducões, ilações e conjecturas preencheram as lacunas probatórias – fato grave sobretudo quando se trata de ação penal, que pode condenar pessoas à privação de liberdade. Como se sabe, indícios apontam simplesmente possibilidades, nunca certezas capazes de fundamentar o livre convencimento motivado do julgador. Indícios nada mais são que sugestões, nunca evidências ou provas cabais.

Cabe à acusação apresentar, para se desincumbir de seu ônus processual, provas do que alega e, assim, obter a condenação de quem quer que seja. No caso em questão, imputou-se aos réus a obrigação de provar sua inocência ou comprovar álibis em sua defesa—papel que competiria ao acusador. A Suprema Corte inverteu, portanto, o ônus da prova.

3. O domínio funcional do fato não dispensa provas

O STF deu estatuto legal a uma teoria nascida na Alemanha nazista, em 1939, atualizada em 1963 em plena Guerra Fria e considerada superada por diversos juristas. Segundo esta doutrina, considera-se autor não apenas quem executa um crime, mas quem tem ou poderia ter, devido a sua função, capacidade de decisão sobre sua realização. Isto é, a improbabilidade de desconhecimento do crime seria suficiente para a condenação.

Ao lançarem mão da teoria do domínio funcional do fato, os ministros inferiram que o ex-ministro José Dirceu, pela posição de influência que ocupava, poderia ser condenado, mesmo sem provarem que participou diretamente dos fatos apontados como crimes. Ou que, tendo conhecimento deles, não agiu (ou omitiu-se) para evitar que se consumassem. Expressão-síntese da doutrina foi verbalizada pelo presidente do STF, quando indagou não se o réu tinha conhecimento dos fatos, mas se o réu “tinha como não saber”...

Ao admitir o ato de ofício presumido e adotar a teoria do direito do fato como responsabilidade objetiva, o STF cria um precedente perigoso: o de alguém ser condenado pelo que é, e não pelo que teria feito.

Trata-se de uma interpretação da lei moldada unicamente para atender a conveniência de condenar pessoas específicas e, indiretamente, atingir o partido a que estão vinculadas.

4. O risco da insegurança jurídica

As decisões do STF, em muitos pontos, prenunciam o fim do garantismo, o rebaixamento do direito de defesa, do avanço da noção de presunção de culpa em vez de inocência. E, ao inovar que a lavagem de dinheiro independe de crime antecedente, bem como ao concluir que houve compra de votos de parlamentares, o STF instaurou um clima de insegurança jurídica no País.

Pairam dúvidas se o novo paradigma se repetirá em outros julgamentos, ou, ainda, se os juízes de primeira instância e os tribunais seguirão a mesma trilha da Suprema Corte.

Doravante, juízes inescrupulosos, ou vinculados a interesses de qualquer espécie nas comarcas em que atuam poderão valer-se de provas indiciárias ou da teoria do domínio do fato para condenar desafetos ou inimigos políticos de caciques partidários locais.

Quanto à suposta compra de votos, cuja mácula comprometeria até mesmo emendas constitucionais, como as das reformas tributária e previdenciária, já estão em andamento ações diretas de inconstitucionalidade, movidas por sindicatos e pessoas físicas, com o intuito de fulminar as ditas mudanças na Carta Magna.

Ao instaurar-se a insegurança jurídica, não perdem apenas os que foram injustiçados no curso da Ação Penal 470. Perde a sociedade, que fica exposta a casuísmos e decisões de ocasião. Perde, enfim, o próprio Estado Democrático de Direito.

5. O STF fez um julgamento político

Sob intensa pressão da mídia conservadora—cujos veículos cumprem um papel de oposição ao governo e propagam a repulsa de uma certa elite ao PT - ministros do STF confirmaram condenações anunciadas, anteciparam votos à imprensa, pronunciaram-se fora dos autos e, por fim, imiscuiram-se em áreas reservadas ao Legislativo e ao Executivo, ferindo assim a independência entre os poderes.

Único dos poderes da República cujos integrantes independem do voto popular e detêm mandato vitalício até completarem 70 anos, o Supremo Tribunal Federal - assim como os demais poderes e todos os tribunais daqui e do exterior - faz política. E o fez, claramente, ao julgar a Ação Penal 470.

Fez política ao definir o calendário convenientemente coincidente com as eleições. Fez política ao recusar o desmembramento da ação e ao escolher a teoria do domínio do fato para compensar a escassez de provas.

Contrariamente a sua natureza, de corte constitucional contra-majoritária, o STF, ao deixar-se contaminar pela pressão de certos meios de comunicação e sem distanciar-se do processo político eleitoral, não assegurou-se a necessária isenção que deveria pautar seus julgamentos.

No STF, venceram as posições políticas ideológicas, muito bem representadas pela mídia conservadora neste episódio: a maioria dos ministros transformou delitos eleitorais em delitos de Estado (desvio de dinheiro público e compra de votos).

Embora realizado nos marcos do Estado Democrático de Direito sob o qual vivemos, o julgamento, nitidamente político, desrespeitou garantias constitucionais para retratar processos de corrupção à revelia de provas, condenar os réus e tentar criminalizar o PT. Assim orientado, o julgamento convergiu para produzir dois resultados: condenar os réus, em vários casos sem que houvesse provas nos autos, mas, principalmente, condenar alguns pela “compra de votos” para, desta forma, tentar criminalizar o PT.

Dezenas de testemunhas juramentadas acabaram simplesmente desprezadas. Inúmeras contraprovas não foram sequer objeto de análise. E inúmeras jurisprudências terminaram alteradas para servir aos objetivos da condenação.

Alguns ministros procuraram adequar a realidade à denúncia do Procurador Geral, supostamente por ouvir o chamado clamor da opinião pública, muito embora ele só se fizesse presente na mídia de direita, menos preocupada com a moralidade pública do que em tentar manchar a imagem histórica do governo Lula, como se quisesse matá-lo politicamente. O procurador não escondeu seu viés de parcialidade ao afirmar que seria positivo se o julgamento interferisse no resultado das eleições.

A luta pela Justiça continua

O PT envidará todos os esforços para que a partidarização do Judiciário, evidente no julgamento da Ação Penal 470, seja contida. Erros e ilegalidades que tenham sido cometidos por filiados do partido no âmbito de um sistema eleitoral inconsistente - que o PT luta para transformar através do projeto de reforma política em tramitação no Congresso Nacional - não justificam que o poder político da toga suplante a força da lei e dos poderes que emanam do povo.

Na trajetória do PT, que nasceu lutando pela democracia no Brasil, muitos foram os obstáculos que tivemos de transpor até nos convertermos no partido de maior preferência dos brasileiros. No partido que elegeu um operário duas vezes presidente da República e a primeira mulher como suprema mandatária. Ambos, Lula e Dilma, gozam de ampla aprovação em todos os setores da sociedade, pelas profundas transformações que têm promovido, principalmente nas condições de vida dos mais pobres.

A despeito das campanhas de ódio e preconceito, Lula e Dilma elevaram o Brasil a um novo estágio: 28 milhões de pessoas deixaram a miséria extrema e 40 milhões ascenderam socialmente.

Abriram-se novas oportunidades para todos, o Brasil tornou-se a 6ª economia do mundo e é respeitado internacionalmente, nada mais devendo a ninguém.

Tanto quanto fizemos antes do início do julgamento, o PT reafirma sua convicção de que não houve compra de votos no Congresso Nacional, nem tampouco o pagamento de mesada a parlamentares. Reafirmamos, também, que não houve, da parte de petistas denunciados, utilização de recursos públicos, nem apropriação privada e pessoal.

Ao mesmo tempo, reiteramos as resoluções de nosso Congresso Nacional, acerca de erros políticos cometidos coletiva ou individualmente.

É com esta postura equilibrada e serena que o PT não se deixa intimidar pelos que clamam pelo linchamento moral de companheiros injustamente condenados. Nosso partido terá forças para vencer mais este desafio. Continuaremos a lutar por uma profunda reforma do sistema político - o que inclui o financiamento público das campanhas eleitorais - e pela maior democratização do Estado, o que envolve constante disputa popular contra arbitrariedades como as perpetradas no julgamento da Ação Penal 470, em relação às quais não pouparemos esforços para que sejam revistas e corrigidas.

Conclamamos nossa militância a mobilizar-se em defesa do PT e de nossas bandeiras; a tornar o partido cada vez mais democrático e vinculado às lutas sociais. Um partido cada vez mais comprometido com as transformações em favor da igualdade e da liberdade.

São Paulo, 14 de novembro de 2012.
Comissão Executiva Nacional do PT

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ERA UMA VEZ, NO PAÍS DA MÍDIA SEM CONTROLE ...

               Já comentei que os meios de comunicação brasileiros dançam de acordo com a música: em tempos de regime militar, músicas patrióticas, novelas e programas com temas edificantes com relação ao grande país que temos e que está sendo construído, além do apoio irrestrito necessário para a realização do projeto de poder autoritário e absolutista, com um verniz bem fino de liberdades permitidas e alienação consentida. Em tempos de restauração democrática, músicas e telesséries com temas mais libertários ou casuais, chegando até, em alguma medida, a rever excessos do regime anterior.


              De uma hora para outra, no entanto, ao ver que o partido dos trabalhadores chegou ao poder e aí se consolidou com um projeto consistente de melhoras sociais para grandes parcelas da população, além de também apresentar um projeto de desenvolvimento de país, ao notar a popularidade alta de dois presidentes petistas seguidos e os resultados eleitorais favoráveis do PT, bem como os êxitos de seus aliados políticos, começam a bombardear o partido, suas alianças e seus projetos de todas as maneiras possíveis, investindo em diversos escândalos fabricados, julgamentos de exceção, indústria do ‘mar de lama’ e da ‘corrupção anunciada’, enfim, o pior dos mundos – para que a população se arrependa e mude de idéia, retirando o prestígio dado ao partido que produziu as mudanças sociais necessárias.
 
             Não é por acaso que temos sempre manchetes que insinuam fatos inexatos, falsos ou tendenciosos, sempre de acordo com os interesses oposicionistas, tentando colar um rótulo de corrupção e ineficiência ou incompetência ao partido que chegou ao poder pelo voto popular – e aí se manteve graças ao reconhecimento desses eleitores, muitos dos quais beneficiados com políticas públicas de caráter social.

             Não é por acaso que na hora de um julgamento político sob critérios anômalos se divulguem fatos truncados e se aplauda tanto os algozes que julgam de maneira excepcional, aproveitando o momento para colocar no ar filmes e programas com a palavra e o tema corrupção no título ou no enredo ou novelas cujo núcleo é povoado de criminosos. Quem tem um monopólio de tv a cabo e a escolha de sua programação, além da maior central de produções de teledramaturgia do Brasil, pode fazer isso com certa facilidade. Isso sem falar do império que reúne um importante site de internet, uma grande produtora e distribuidora de filmes, uma grande produtora e distribuidora musical, rádios, revistas, jornais e dezenas de emissoras e jornais associados.

             Não é por acaso que agora nos aparecem com uma telenovela na qual os personagens de destaque são – nada mais nada menos – que nossos velhos conhecidos, os militares, já reabilitados em suas fardas reluzentes, protagonizados por atores com pinta de galãs, vivendo romances e dramas comuns e simbolizando valentia, beleza, compostura, lisura, disciplina, virilidade e coragem ...  
    
             Ah, Globo safadinha! ...

F.Prieto

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

domingo, 11 de novembro de 2012

EXPERIÊNCIA COMPROVADA

MUCHA COSA TENEMOS EN COMÚN ...

SOLIDARIEDADE DE CLASSE

            Os grandes veículos de comunicação no Brasil e na América Latina apóiam todo e qualquer movimento ou tentativa de golpe contra governos eleitos de esquerda ou que, de algum modo, se esforcem em reduzir as diferenças sociais e exercer algum controle sobre as instituições absolutas do capitalismo. Redistribuir renda e oportunidades, aumentar acesso aos bens sociais, reduzir os monopólios e oligopólios, incluside de meios de comunicação, tudo isso é visto com enorme desconfiança e até mesmo com rancor e aversão explícita por parte dos que se habituaram a gozar de liberdades absolutas, em sociedades onde todos os demais poderes e cidadãos estão sujeitos a controles diversos. 

            Apoiaram explicitamente todos os golpes de direita no continente nas décadas de 60, 70 e 80, e agora, no novo ciclo de golpes e tentativas (contra Chávez em 2002 na Venezuela, contra Evo Morález em 2004 na Bolívia, contra Correa em 2010 no Equador, contra Zelaya em 2009 em Honduras, contra Lugo em 2012 no Paraguai ...), batem palmas fervorosamente, tentando mostrar sempre que se trata de ações apartidárias e que é a população quem pede a saída dos dirigentes eleitos.  Também causa espanto a velocidade com que passam a emprestar legitimidade aos governos de fato, no caso de sucesso dos golpes, apressando-se em ouvi-los e reconhecê-los como novos líderes representativos. 

             Agora, nesse momento, em uma Argentina convulsionada por confrontos de forças do presente com as do passado autoritário no qual os meios de comunicação atuais engordaram e cresceram, as mídias hegemônicas no Brasil tratam de legitimar a oposição a Cristina Kirchner, magnificando todo e qualquer protesto contra ela, mas escondendo que esses protestos têm a mão de partidos conservadores de oposição e meios de comunicação que não querem abrir mão de seus privilégios consolidados durante os anos de chumbo. A simples visão das multidões que acorrem aos protestos nos mostram que se trata, na esmagadora maioria, das parcelas da classe média que se colocam contra a redistribuição de renda promovida por aquele governo e culpam a presidenta por eventuais greves de funcionários e 'lockouts' com vistas a desestabilizar o regime.

            Que poder é esse que promove e aplaude golpes, para depois fazer séries de tv do tipo 'Anos Rebeldes' - como se tivessem ficado do outro lado, ou neutros? Que poder hipócrita é esse que dança sempre de acordo com a música, fingindo não ter lado, mas na hora 'H' fica do lado do opressor, do golpista, do poder armado e do capital?
                                                                                                                           Flávio Prieto

                                                                                                                                         

COMO RODRIGO MAIA, PAULO GUEDES E A GLOBO ESTÃO TE ENGANANDO SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO

AQUI ESTÃO AS 7 PRINCIPAIS MENTIRAS QUE TE CONTAM SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO (com dados confiáveis que destroem essas mentiras) MENTIRA...