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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

VAMOS COMPARAR

Comparativo de políticas econômicas: Governo FHC x Governos Lula-Dilma
03 de Setembro de 2014
Hélio Mairata (*)
Se estamos próximos a escolher nossos governantes – Poderes Executivo e Legislativo – para o próximo quadriênio, é de bom alvitre comparar os desempenhos dos dois últimos governos de partidos diferentes, o PSDB que mandou no país em 1995-2002 e o PT com os números de 2003-2013. Todos os dados serão de fontes oficiais, em especial, IBGE, IPEA. MTE e Banco Central.
O mais conhecido indicador é o Produto do país, o PIB. No período FHC ele experimentou crescimento anual à taxa média de 2,29%. Já em 2003-2013 essa taxa anual média pulou para 3,22%.
Consistentemente, a taxa de desemprego refletiu esse maior dinamismo na era Lula-Dilma. Enquanto fechou 2002 (fim do período FHC) com 10,5%, atualmente está na casa os 5% apenas. Nos seus oito anos FHC criou 5.016.672 postos; nos seus oito, Lula criou o triplo: 15.384.442. E Dilma, em três anos, quase o mesmo que nos oito do FHC: 4.880.078.
Mas não foi só a empregabilidade o que melhorou: os salários também. Com uma deliberada política de valorização real (ou seja, do poder de compra) do salário mínimo, este obteve um ganho real (isto é acima do custo de vida) de 72,31% de 2003 a 2014. No período 1995-2002 houve uma perda real de 6,49%. Enquanto ao final do mandato FHC (2002) um salário comprava 1,4 cestas básicas (média nacional apurada pelo DIEESE) em janeiro de 2014 passou a adquirir 2,2 cestas, a maior relação desde 1979.
Essa melhoria (o salário mínimo referencia os ganhos mensais de 48,2 milhões de pessoas segundo o DIEESE) e mais as transferências, em especial o Bolsa-Família, reduziram a concentração da Renda no país. Há um indicador que mede o grau dessa concentração chamado Índice de Gini (quanto maior, mais concentrada é a Renda). Este caiu: em 2002 era 0,588; em 2013: 0,493, comprovando a melhoria da distribuição da Renda no país.
Paralelamente, a inflação teve reduzida a sua força: enquanto a média anual no período FHC (95/02) foi de 9,09%, nos governos do PT (03/13) caiu para 5,95% na média anual (medida pelo IPCA).
FHC deixou o governo com uma dívida explosiva. Ao final de 2002 a razão Dívida Interna Líquida do Setor Público / PIB era espantosa: 55,5 com o governo à beira da falência, ressaltando que quando FHC assumiu essa relação era de apenas 29,2, ou seja, ele vendeu quase todas as estatais e mesmo assim a Dívida Pública elevou-se. Atualmente essa razão é de 34,9 apenas.
Por outro lado, no final de 2002 o país estava à beira da insolvência. Para uma Dívida Externa de US$ 210,711 bilhões possuíamos reservas de apenas US$ 16,339 bilhões, o que nos deixava com uma dívida externa líquida de US$ 194,372 bilhões. Atualmente, enquanto nossa Dívida Externa é de US$ 330,2 bilhões, possuímos no exterior, aplicadas, reservas de US$ 380,5 bilhões, ou seja, no líquido, somos CREDORES do resto do mundo na ordem de US$ 50,3 bilhões.
Relativamente a isso, examinemos outro dado. O Risco-País é um índice que mede o grau de estabilidade econômica de um país. O Risco-Brasil, portanto, seria uma medida do nível de risco de nosso país. O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
No último ano de FHC ele registrou seu maior nível em toda a série histórica, alcançando 2.446 pontos em setembro de 2002. O Brasil ostentava um dos quatro maiores riscos entre todos os países do mundo, superado apenas por Argentina (que acabara de entrar em default), Nigéria (em guerra civil) e Equador.
A recuperação dos fundamentos macroeconômicos, trazendo estabilidade à economia, resultou em que o índice alcançasse a mínima de 137 pontos em maio/07. Atualmente o risco está em torno de 200 pontos.
O que acha desse confronto de fatos, não de “vamos conversar”?
(*) Professor de Macroeconomia da Universidade Federal do Pará


sábado, 15 de junho de 2013

INFOGRÁFICO DAS TARIFAS URBANAS (SP) X INFLAÇÃO

O SALÁRIO MÍNIMO MAIS QUE TRIPLICOU DE 2000 PARA CÁ (O VALOR ERA DE R$ 200,00 NESSE ANO E HOJE É R$ 678,00) E A TARIFA BÁSICA DE ÔNIBUS URBANOS DUPLICOU (ERA DE R$ 1,60 EM SP, EM 2000, E HOJE VALE R$ 3,20). ISSO DEIXA EVIDENTE QUE QUEM MOVE ESSA REVOLTA DAS PASSAGENS É A CLASSE MÉDIA E AQUELES QUE PRETENDEM FALAR EM NOME DAS POPULAÇÕES CARENTES SEM O SER E SEM TEREM MANDATO PARA TAL, USANDO PARA ISSO UM PRETEXTO VAZIO.

QUEM GANHA ATÉ DETERMINADA FAIXA DE SALÁRIO RECEBE VALE-TRANSPORTE GRATUITO DOS PATRÕES, OU PAGA APENAS UMA PARCELA DO VALOR DO VALE (DE DOIS ATÉ CINCO SALÁRIOS MÍNIMOS PAGA-SE UMA PARCELA, A OUTRA PARTE SÃO OS EMPRESÁRIOS DO SETOR E O GOVERNO QUE BANCAM).

ESTUDANTES DA REDE PÚBLICA, QUE SÃO OS QUE EM GERAL NÃO PODEM PAGAR POR ESCOLAS CARAS, RECEBEM GRATUIDADE INTEGRAL.

A REVOLTA É POLÍTICA E REFLETE UMA TENTATIVA DA PARCELA REACIONÁRIA DA CLASSE MÉDIA, JUNTO COM GRUPOS OPORTUNISTAS DA ESQUERDA RADICAL, QUE BUSCAM APENAS CHEGAR AO PODER,  DE SE AFIRMAREM E OPOREM DE FORMA VIOLENTA A UM GOVERNO ELEITO DEMOCRATICAMENTE: EM TODAS AS MARCHAS HÁ PESSOAS ENCAPUZADAS E QUE JÁ COMPARECEM COM O ESPÍRITO (INCITADOS PELOS ORGANIZADORES) DE REVOLTA. O VANDALISMO, NESSAS CIRCUNSTÂNCIAS, ACABA SENDO UMA CONSEQUÊNCIA PREVISÍVEL, ALGO QUASE INEVITÁVEL.

NÃO HAVERIA CORRELAÇÃO DIRETA ENTRE A CURVA INFLACIONÁRIA E TARIFAS, JÁ QUE CADA SETOR DA ECONOMIA SE COMPORTA DE UM MODO ESPECÍFICO. ASSIM MESMO, TOMANDO-SE COMO PADRÃO OS MEDIDORES DE INFLAÇÃO GERALMENTE ACEITOS, COMO O IPCA OU O IGP ACUMULADOS, VÊ-SE QUE TAIS INDICADORES SUBIRAM MAIS QUE AS PASSAGENS E MENOS QUE O SALÁRIO MÍNIMO, DADO UTILIZÁVEL PARA AFERIR-SE VARIAÇÃO DO PODER DE COMPRA DAS CLASSES MAIS BAIXAS.



Nota técnica explicativa: Os índices IGP/IPCA medem a inflação acumulada e seus valores coincidem para os anos apresentados, com base em valores de junho de cada ano. Percebe-se nitidamente, por aqui, que quem reivindica reajuste nulo ou até redução de tarifas, em nome de supostos aumentos abusivos ou de perda salarial por parte das classes menos abastadas, está equivocado ou age de maneira mal intencionada. Tanto o salário mínimo como a inflação foram superiores aos reajustes das tarifas urbanas, tomando-se São Paulo, que é tida como a capital com tarifas mais caras. O valor do salário-mínimo é o nacional.   (F.Prieto)

COMO RODRIGO MAIA, PAULO GUEDES E A GLOBO ESTÃO TE ENGANANDO SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO

AQUI ESTÃO AS 7 PRINCIPAIS MENTIRAS QUE TE CONTAM SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO (com dados confiáveis que destroem essas mentiras) MENTIRA...