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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

INTERVENÇÃO - ONDE, COMO, PRA QUÊ E PRA QUEM

Para controlar a crise das polícias, justamente insatisfeitas com atrasos de salários e promessas não cumpridas por parte do governo estadual, mas não só para isso, já que admitiu ser uma 'jogada de mestre' (ou seja, apenas mais uma jogada), o golpista Temer decretou intervenção federal no estado do Rio de Janeiro a pedido do governador Pezão. É evidente que foi uma jogada combinada para despistar ou desviar a atenção de problemas muito mais prementes como crises na saúde, educação e em diversas outras áreas, incluindo as finanças do estado. 
Intervenção federal militar. Pensávamos que essa fase triste da história do país já tivesse sido superada e tal página virada definitivamente, mas não! Os índices de violência urbana no Rio de Janeiro, a despeito de toda a propaganda negativa da Globo e outras empresas jornalísticas entusiastas da medida, são menores que os de outros estados onde nem se cogita tal tipo de interferência. De todo modo, vale analisar os fatos para ver se há algum fundo de coerência nessa 'jogada'. Vejamos:
1 - A intervenção militar explícita é nas favelas, ou seja, em comunidades carentes. Nada de incomodar a galera da zona sul (zona nobre da cidade) que compra e usa drogas em bares, boites e restaurantes livremente - como ocorre com a burguesia de outras cidades brasileiras - e que é quem de fato financia essa atividade. 
2 - Patrulhamento ostensivo em rodovias nunca teve o condão de reduzir a circulação de marginais, até porque, ao saber que determinadas vias estão vigiadas, utilizam-se de outros caminhos. 
3 - O resto do estado não sofre o mesmo patrulhamento ostensivo, que se concentra apenas em comunidades pobres da capital e periferia e em vias rodoviárias federais, até aqui. 
4 - As verbas para a segurança não aumentaram - pelo contrário, foram reduzidas em 30% graças ao arrocho federal programado (lei do teto, cortes orçamentários, quedas na arrecadação, estado mínimo, etc.). 
5 - Opção por ações de patrulhamento ostensivo em comunidades, incluindo até mesmo fichamento e fotos de moradores, desacompanhadas de ações de inteligência e de qualquer ação social que melhore a vida das pessoas dali. 
6 - O governo federal, ao mesmo tempo que diz estar preocupado com o bem estar dos cariocas e fluminenses, corta direitos de todos e tenta aprovar reformas que prejudicam sobretudo os mais pobres.
7 - A intervenção tem prazo contado, o que pode significar que mesmo nas áreas onde ela ocorre de modo mais efetivo seja apenas uma questão de tempo para as atividades ilícitas habituais voltarem com toda força.
8 - Nenhum esforço é feito ou anunciado para coibir o desvio de armas das próprias forças armadas para o tráfico e para outras atividades criminosas. 
9 - Nenhuma solução foi apresentada para o problema de caixa do estado - que aceitou vergonhosamente todo o pacote de privatizações e arrochos sobre servidores e aposentados imposto pelo governo federal como condição para oferecer minguada ajuda, a qual parece não ter solucionado nem parte dos problemas orçamentários crônicos.
10 - Nenhum plano concreto até aqui, deixando claro o caráter de improviso e primarismo da medida. Primeiro se faz a intervenção e depois se decide como deverá funcionar ... 

O país viveu durante vinte anos sob a égide de um regime militar. O tráfico e o contrabando de armas floresceram exatamente nessa época e nos governos neoliberais que o sucederam. Os diversos comandos e facções do crime organizado se iniciaram e expandiram nesse período também. O exército e a polícia federal e rodoviária controlam, em nível nacional, as fronteiras e vias por onde chegam as armas do tráfico e as drogas. Controlam mesmo? 

Flávio B. Prieto da Silva


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

BLOCO POPULAR FORA TEMER



É AMANHÃ, GALERA! FORA TEMER NA CINELÂNDIA!!!

NÃO PRECISA DE ABADÁ NEM DE VINTÉM! 
ALEGRIA É PRIVILÉGIO DE NINGUÉM!


Fonte: https://www.facebook.com/events/588800797973492/


Marchinha de Carnaval:
"O Caju está solto / e o Angorá também / 
vem cá meu bem / vem cá meu bem / vem pra suruba também! "
(meio pornô, mas é o que tá vigorando no país no momento)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A VIDA É BREVE ...

A VIDA É BREVE

Um cara morreu. Era mendigo, cadeirante, vivia sob a marquise na calçada em frente à Justiça Federal no centro do Rio de Janeiro. Tinha idade calculável em 70 anos - talvez mais, talvez menos, já que vivia na rua e dormia envolto em papelões. A cachacinha no frio era sua alegria e sonífero. No calor, seria talvez mais uma forma de esquecer que era paraplégico e totalmente pobre. Usava um chapéu rústico e não parecia triste: tinha até uma namorada, ao que consta (uma mulata corpulenta que às vezes partilhava da mesma cama de papel e das comidas que compravam com o dinheiro parco de doações, ou sobras do botequim ao lado de sua localização mais frequente). Era de constituição modesta e seus amigos de bate-papo eram os vigias noturnos dos prédios comerciais da rua. Quando lhe dei uns trocados foi sempre agradecido e só uma vez me solicitou um café. A iniciativa, nas poucas vezes em que interagimos, foi quase sempre minha. Agora me dou conta de que, apesar de ter convivido, em idas e vindas, com sua figura quase lírica, não sei seu nome. Esqueci de perguntar. Só sei que sinto um certo vazio quando passo pelo local onde ele ficava. A vida é breve ... e um tanto quanto injusta, talvez! 

Flávio B.Prieto


COMO RODRIGO MAIA, PAULO GUEDES E A GLOBO ESTÃO TE ENGANANDO SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO

AQUI ESTÃO AS 7 PRINCIPAIS MENTIRAS QUE TE CONTAM SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO (com dados confiáveis que destroem essas mentiras) MENTIRA...