terça-feira, 25 de abril de 2017

SÓ JESUS SALVA: GREVE JÁ!

"CRIME AMBIENTAL"

Ontem à noite fui detido por duas horas, após pichar dizeres em um muro já totalmente pichado. Os dizeres mediam aproximadamente 20 cm X 60 cm e propunham: GREVE JÁ. Ao mesmo tempo em que os zelosos guardas municipais da Lapa/RJ me detinham e apreendiam duas latas de spray (valor: 16 reais cada), dois rapazes faziam uma pichação evangélica na mesma parede, sem ser incomodados. A pichação evangélica é tolerada, a política e cidadã não? Ambas são um tipo de manifestação pacífica considerada como uma infração menor, não havendo sequer tipificação penal adequada (me enquadraram em ‘crime ambiental’, vejam vocês!). Não posso reclamar de violenta coação, pois não reagi tampouco, e nem de maltrato na delegacia, afora ter que esperar uma hora e meia, aproximadamente, para depor. Antes disso veio o lanche noturno dos zelosos servidores e servidoras da repartição policial. O termo circunstanciado que me pediram para assinar dizia que eu me comprometia a comparecer em junho a um juizado especial criminal, para uma audiência e definição de penalidade. Só reclamo da seletividade. O problema não era, pelo visto, a pichação em si – classificada de maneira quase cínica ou irônica como uma forma de infração ou crime ambiental – mas a seletividade. Esperei sair do local para observar aos guardas que havia outros rapazes pichando no mesmo local e hora. Tentaram negar, dizendo que eles estariam ‘pintando a parede’. Depois disseram que eles haviam parado – o que é mentira, pois seguiram fazendo tranquilamente o que já faziam antes da minha chegada – e por fim admitiram que era a minha palavra contra a deles. A mensagem está lá (passei depois só para confirmar):
- Só Jesus Salva!
E a minha também:
- Greve já!
Logo mais vou lá na Rua da Lapa comprar mais spray e fotografar a tal parede. E seguirei o sábio conselho de alguém que sabe do que fala:
- Da próxima vez, não deixe ser pego.

(P.S. Todos, inclusive eu, juram que apenas estão cumprindo seu dever! Caxias e o Almirante Barroso ficariam orgulhosos de nós!)
Flávio B. Prieto da Silva
"Pichação evangélica"
"Pichação cidadã"
Crime ambiental de fato: Comlurb poda árvore verdejante até o tronco

quinta-feira, 20 de abril de 2017

quarta-feira, 19 de abril de 2017

APOIO A MADURO NAS RUAS DA VENEZUELA





Estes atos de apoio a Maduro e à Revolução Bolivariana você jamais verá na mídia convencional venezuelana e internacional. Ocorreram hoje, 19/4, em todo o país.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

GLOBO EM PELE DE CORDEIRO

A GLOBO DEFENDEU O GOLPE DE 64, APOIOU A DITADURA CIVIL-MILITAR, FESTEJOU O FALSO 'MILAGRE BRASILEIRO' E AS PRIVATIZAÇÕES LESIVAS, CRESCEU E LUCROU DURANTE AS DÉCADAS DE REGIME AUTORITÁRIO, SEGUIU CRESCENDO E LUCRANDO COM OS GOVERNOS NEOLIBERAIS, COMBATEU LULA, AJUDOU A PROMOVER AS REVOLTAS DE 2013 E O GOLPE CONTRA DILMA EM 2016 
E AGORA DEFENDE NOVAS PRIVATIZAÇÕES E REFORMAS QUE DEVEM RETIRAR DIREITOS DE MILHÕES DE TRABALHADORES E DE FUTUROS APOSENTADOS. 


quinta-feira, 6 de abril de 2017

CIDADÃO (ZÉ GERALDO) & TRIPLEX


Cidadão (Zé Geraldo)
  
Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer

Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer

Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar

Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar

Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar

Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar

terça-feira, 4 de abril de 2017

JUÍZES BRASILEIROS PRATICAM 'LAWFARE' CONTRA QUEM OS CRITICA

A perseguição implacável de Gilmar, um juiz acima da lei

Gilmar Mendes e Sérgio Moro têm várias coisas em comum. Atropelam os procedimentos e a compostura jurídica, são poupados pela mídia e pelos colegas, e reagem a qualquer crítica abrindo ações contra os críticos.
Trata-se de um atentado grave à democracia. Os abusos de ambos são reconhecidos por todo o meio jurídico. Mas, amparados ou pela mídia ou pelo clamor público, valem-se disso para despertar solidariedade ou intimidar o Judiciário e partir para a perseguição implacável dos críticos, valendo-se de seu poder de Estado.
Acabo de ser alvo da quarta ação de Gilmar.
Assim como sua extraordinária influência sobre o Judiciário colocam-no a salvo de qualquer ação, deveria valer também para impedir ações contra terceiros, especialmente contra os críticos. Como um juiz de 1a instância de Brasília – ou um desembargador – se sentirá julgando um processo de um Ministro do Supremo, poderoso e vingativo, com influência junto ao presidente da República, a tribunais superiores, a magistrados que lecionam em seu instituto, à mídia e a políticos em geral?
Gilmar tem um problema pessoal comigo. Deixou claro quando, na própria sessão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em que não conseguiu bloquear a posse de Dilma, passou cinco minutos me ofendendo com injúrias de toda espécie. Abri um direito de resposta no Blog, avisando que não responderia no mesmo tom porque tinha mais respeito pelo meu blog do que ele pelo TSE.
A partir daí, começou a jogar no seu campo de uma forma pouco valente, porque escudado em seu cargo de Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), dono de um Instituto que emprega juízes e Ministros. E contra um jornalista que não dispõe sequer da retaguarda proporcionada por uma grande empresa.
Pergunto ao meio jurídico e aos colegas jornalistas: quem segura Gilmar? Para não enfrenta-lo, seus colegas do Supremo e do TSE preferem trata-lo como uma curiosidade, uma pessoa desequilibrada que fica aspergindo ofensas a torto e a direito. Tratam seu comportamento como se fosse uma inconveniência a ser ignorada, e não como um comprometimento grave à imagem do Supremo.
Seu comportamento é escandaloso, humilhante para o país, humilhante para os jornais que o preservam, para seus colegas que se intimidam com seus esbirros.
A imprensa o poupa de todas as maneiras. Com exceção de explosões eventuais do Procurador Geral da República (PGR), o único freio a Gilmar tem sido a crítica dos blogs. E sobre eles ele joga o peso do seu cargo e sua influência no Judiciário.
Essas ações de Gilmar custam tempo e recursos de suas vítimas. Mas fazem um estrago maior nos seus pares e na mídia, que aceitam em silêncio resignado a desmoralização que impõe ao Supremo e à Justiça e, por consequência, ao Brasil.
PS - Vou fechar para comentários, porque até comentários são utilizados como argumento na ação proposta por ele.
PS2 - Comentários liberados

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O BRASIL SOB FASCISMO?

Diretor da CUT Rio é intimado por criticar Sérgio Moro


Foto: Reprodução
Jornal GGN - O diretor adjunto da Secretaria de Saúde do Trabalhador da CUT Rio, Roberto Ponciano, foi intimado pela Polícia Federal a prestar depoimento na Superintendência do Rio de Janeiro, no próximo dia 11 abril, após manifestar críticas e posicionamentos contra o juiz Sérgio Moro e a Operação Lava Jato.
Além de militante, Ponciano é pesquisador marxista e serventuário da Justiça Federal no Rio, e passou a ser investigado por supostamente cometer os crimes de injúria, ameaça e incitação ao crime, por teoricamente "atentar contra a vida" do juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, por meio de redes sociais.
"Escrevo textos em meu perfil numa mídia social e em sites de opinião criticando sim procedimentos da Lava Jato e a seletividade do juiz Moro. Faço somente análises do contexto da investigação, ao criticar como ela acabou por se tornar uma orquestração política usada por veículos de comunicação e a direita interessados apenas em demonizar  a imagem do Partido dos Trabalhadores e de suas lideranças", disse Roberto à Agência Petroleira de Notícias.
Em seu página no Facebook, o militante afirmou que estava tranquilo. "De minha parte, só estou num inquérito policial kafkaniano pelo crime absurdo de pensar", escreveu, completando: "Não estou triste, não estou deprimido, não estou tenso. Estou tranquilo e focado na luta. Moro faz parte do golpe, ele me atacar mostra que estou do lado certo da luta".


O dirigente da CUT também anunciou que o Deputado Federal Wadih Damous (PT-RJ) dará suporte jurídico à sua defesa no inquérito. Por ser servidor público, ressaltou que seu único motivo de preocupação é perder o trabalho, "principal fonte de sustento", mas que não se deve "baixar a cabeça para o Estado de Exceção".
"No estudo do Mal Absoluto e da banalidade do mal, Hannah Arendt mostrou que, sem uma cumplicidade silente de milhões, o fascismo não seria viável. Arendt, Sartre, Badiou, uma série de filósofos de forma direta ou indireta, mostram que há um dever de agir diante do terror. Quem tem consciência do desastre e se cala, é cúmplice do desastre. Não posso calar. Não posso me intimidar", publicou na rede social.


Uma das críticas de Ponciano que tiveram maior visibilidade foi o artigo "Moro, Eichman e a banalidade do mal", publicado no blog do Bolche, em março do último ano, analisando a situação atual da Justiça brasileira e as perseguições políticas. (leia aqui)
Após a intimação do militante, movimentos sociais organizaram um ato público de manifestação, no Boulevard Olímpico, no Rio de Janeiro, na próxima terça-feira (11), no "dia do depoimento do terceiro inquirido pelo juiz Sérgio Moro pelo crime de pensar". "Primeiro foi o petroleiro e sindicalista Emanuel Cancella, depois o blogueiro Eduardo Guimarães, agora o servidor e diretor da CUT, Roberto Ponciano", completou a descrição do evento.

Veja, abaixo, a intimação:
Nenhum texto alternativo automático disponível.



Nota: já é o quarto caso, do meu conhecimento, de pessoas que são intimadas a dar explicações pelo simples fato de terem publicado algo que desagradou ao Juiz Sérgio Moro - que se diz um democrata e respeitador do direito de expressão. Antes do caso acima descrito, tivemos o do Miguel Baia Bargas (blog Limpinho e Cheiroso), o Emanuel Cancella (Blog do Emanuel), o Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania) e agora o nosso amigo pessoal Roberto Ponciano. 

CADA UM QUE ASSUMA SUAS CULPAS ...

CADA UM QUE ASSUMA SUAS CULPAS ...