terça-feira, 29 de outubro de 2013

ESTÃO GASTANDO UMA FORTUNA COM A DÍVIDA (!!!)

   

Existe uma grande manipulação em se questionar insistentemente o montante da dívida pública de um país: embora de fato o pagamento da dívida pública aproprie parte considerável do orçamento da União no Brasil, sua existência se deve ao fato de que nenhum governo mantém encaixe suficiente para movimentar toda a máquina pública, já que não existe coincidência absoluta entre despesas e receitas, em termos de montantes e de cronograma, a cada momento dado. Então, na realidade, a dívida possibilita viabilizar todas as outras rubricas e os investimentos necessários em um determinado período ou ciclo de governo, já que seu valor inclui o que foi pego e efetivamente investido ou gasto em cada setor e o custo financeiro disso.
 
Tentar comparar o montante do que é pago a título de dívida com o que é gasto em cada rubrica específica é como comparar o custo do financiamento de um carro para uma família com o total gasto em sorvetes, livros ou em cinema por essa mesma família. É inépto e inútil, a não ser que se queira discutir a necessidade e validade efetiva de se ter um carro em contraposição às outras opções apresentadas e possíveis. A única coisa que tem relevância aí seriam as condições de solvabilidade, o perfil da dívida e dos juros, e saber como foram gastos os recursos, se o gasto foi eficaz e necessário socialmente ou não, além da relação entre o montante de dívidas e de receitas do grupo considerado (ou seja, a relação entre ingressos e despesas totais, no caso de uma família, e a relação Dívida/PIB no caso de um país, a qual indica solvabilidade - e que melhorou consideravelmente, em pouco mais de uma década, no Brasil).
 
Auditoria-cidadã da dívida não existe, é uma proposta demagógica ligada a um partido: a maior parte dos cidadãos não tem a formação contábil, política ou econômica necessária que lhes permita analisar de maneira consciente e lúcida a intrincada questão da dívida pública, que além dos aspectos puramente técnicos de origem contábil e financeira inclui outros, envolvendo importantes escolhas políticas e imposições legais. Então, serão conduzidos por algum guru que lhes submeterá algum ponto de vista pré-fabricado, o qual poderá ser manipulado à vontade (como é feito, de fato).
 
Fica aqui uma pergunta: por que razão o principal partido que apoia essa iniciativa no Brasil não fez auditoria-cidadã da dívida municipal em Macapá, cidade que governa? Lá isso não se aplica, lá não vale? Só vale para os que se considera como 'inimigos políticos', ou só para um ente federativo específico, a União? Sim, é isso que afirmo: a questão aqui é política e não técnica ou puramente cidadã, como se pode notar. Se não fosse, reconheceriam que o perfil da dívida melhorou em termos de extensão de prazos, redução de taxas e garantias, bem como o valor da relação Dívida/PIB, que era superior a 50% em 2002 e hoje beira a 34% apenas, se contabilizada pelo critério da DLSP (Dívida Líquida do Setor Público).
 
Obs.: A relação Dívida/PIB dos E.Unidos é de 360%, ou seja, devem 3 vezes e meia mais que o PIB, segundo Stephen Kanitz, mas como é uma dívida de longo prazo e sua exigibilidade total só se dá em algumas décadas, nesse caso a relação, em termos absolutos, não tem grande relevância. A posição brasileira, no entanto, é bastante mais confortável.
 
Obs.2: O conceito de Dívida Pública, ou Dívida Pública Federal, inclui a dívida interna e externa em nome da União.
 
 
Obs.3: Dívida, como algo que se tem que pagar por algum bem, serviço ou empréstimo adquiridos, é contraprestação e não gasto. Se contrai, não se gasta. Se paga para manter o crédito e para não sofrer alguma retaliação ou punição jurídica. Embora seja um gasto contábil, é algo que se paga por algo que se recebeu ou contratou.
 
Obs.4: Uma parte importante dos compromissos financeiros do Brasil se relacionam a títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, cuja venda é feita em bolsas, gerando receitas de curto prazo. Hoje em dia os títulos brasileiros têm boa cotação no mercado interno e internacional, apesar de muitos terem sido desindexados da Selic.
 
F.Prieto

 






 

domingo, 27 de outubro de 2013

OS BLACK BLOCS DO TWITTER

OS BLACK BLOCS DO TWITTER
             Mantenho com meus próprios esforços esse humilde blog, o qual, com ajuda de alguns amigos espontâneos que o divulgam, obtém uma frequência mensal média de 3 mil leituras, aproximadamente. Não é muito se comparado aos blogs maiores, mas, assim mesmo, é uma quantidade expressiva de pessoas que mensalmente acessam a página em busca de minhas toscas interpretações da realidade, seja pela via textual, seja por via de colagens e montagens de minha autoria. Uma das formas que encontrei de divulgar meu blog foi o Twitter, após criar um perfil hoje suspenso de nome ‘Ubiraci Pinheiro’. Ubiraci, fiquei sabendo depois, significa ‘madeira boa’ – o que muito me alegrou. A intuição do nome me veio a partir da noção de que um apelido (ou ‘nick’) em uma rede social não teria necessariamente que reproduzir meu nome verdadeiro, mas poderia ser um nome qualquer bem popular, comum, bem brasileiro.
          Qual não foi minha surpresa quando, após tentar algum diálogo via Twitter (antes usado só para divulgar o blog) com pessoas da chamada esquerda emergente, passei a ter o perfil suspenso sistematicamente. Logo notei que qualquer ‘nick’ que usasse seria inútil, já que a divulgação do meu blog ali me identificaria. Notei também que a tentativa de me anular no Twitter não era uma coisa momentânea: após três avisos de algum abuso não especificado, a conta é suspensa definitivamente. Tentei um novo perfil e segui nova tática de não interagir diretamente com quem fosse de outros campos políticos, mas o fato de interagir com pessoas amigas que têm suas contas monitoradas pela galera dessa militância emergente acaba fazendo com que meu blog apareça na TL deles, ou que de algum modo descubram que continuei a divulgá-lo, só que usando um novo perfil. Depois do terceiro e quarto perfis me dei conta de que a coisa era e é pessoal: cada perfil que eu crio, após adicionar umas 30/50 pessoas do mesmo campo político ideológico que eu para dar divulgação, logo que promovo meu blog o perfil é denunciado e sou suspenso. O Twitter até tem um formulário para a pessoa apelar, o qual parece não servir de nada já que a conta continua suspensa e nem te dizem quem foi que solicitou a suspensão da mesma, o que é desleal.
         Como vejo que outros usuários divulgam normalmente seus blogs e matérias em geral ali, calculo, com alto grau de certeza, que quem pede o cancelamento é alguém que não gosta do que lê ou vê em meu blog e que tem medo da pluralidade de opiniões e pontos de vista políticos. O que mais me assombra é que, tendo em vista o fato do meu perfil de Twitter - e consequentemente o espaço para divulgar meu blog ali - terem começado a ser atacados só após tentar dialogar diretamente com o pessoal dessa esquerda dita emergente mais radicalizado, é que justamente eles são os que na rede se queixam de falta de democracia, monopólios da mídia, visão única, etc., eles que falam em democracia direta não serem capazes de conviver com ela em um espaço tão trivial e múltiplo como uma rede de Twitter. Explico que meu blog não é subvencionado e que não sou filiado a partido, embora me situe voluntariamente no campo de apoio ao PT, na atualidade.
           Que pensam fazer agindo assim? Pensam estar empreendendo alguma guerrilha virtual necessária e eficaz? Enganam-se. Meu blog continuará e seguirei montando tantos perfis quantos forem bloqueados ou suspensos + 20. Continuarei a divulgar meu blog no Twitter, mesmo que sigam pedindo para o Twitter suspender as contas usando para isso denúncias de Spam ou de outras violações possíveis. Despeço-me aqui também do saudoso perfil 'CubaMarti', que muito me alegrava também. Sempre que virem meu blog divulgado podem saber: sou eu mesmo. E saberão também que em breve o perfil será suspenso, mas que seguirei em frente ...
Flávio B.Prieto da Silva

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

WHAT'S GOING ON IN RIO DE JANEIRO - BRAZIL?


            What's going on in Rio de Janeiro - Brazil? (by F.Prieto - Oct.2013)

               People abroad who are interested in Brazil or who like Rio may be asking the question above. News are confusing: from one side, mainstream media are talking about big strikes and riots, while the other side reports we'd be living in a kind of authoritarian dictatorship which would oppress people. Trying (probably unsuccessfully) not to take sides here, I'll report what I've witnessed personally during the past recent years, months and weeks.

                It all seems to have started in 2007, when FIFA anounced that the 2014 Soccer World Cup would take place in Brazil. Soon, we started watching political opposition and their militants, either from right or left wing parties, oppose it publicly in the press and social networks. Next, they tried to tie this opposition to some more wider, but specific social demands: "- We don't need a Soccer Cup", "- We need Education, Health, Security" and so on. Even though the annual national budget for those areas is about ten times the cost of a World Cup event in investments, which are indeed made mostly by companies which will explore its future income, the chant went on. Notice that in no moment have those oponents proposed a national referendum - maybe because they think they'd fail, if they did.

               In the sequence we had elections in 2010, but the campaigning against the World Cup did not affect PT (brazilian Labour Party) and their members' popularity. Dilma, with the blessing of the union leader and previous president Lula (PT), has gotten elected. Right after elections, the negative campaign re-started, now leaded by some radical left-wing 'emerging parties' (PSOL and PSTU). Such parties, mostly formed by dissidents of PT itself, as well as by students, union and academic people, do not have many voters yet and have elected few politicians, but do control today a considerable number of unions and academic associations. Also, they have a branch in the church, which is more active in amazonian, northern part of the country and helps mobilizing indigenous people to oppose the construction of dams or to take farms by storm by claiming it used to be native peoples' land in the far or near past.

                 Next move, a national campaign for 10% of national budget to be applied exclusively in Education. This campaign grew, and a law was passed in the Congress, with the very help and support of presidential party, PT. Wrong claims were made, by using social networks and outdoors, that we spent only 4,5% in Education, though in reality it's in fact almost the double of that (4.5% of direct federal expenditure and 3.5% of money which is transferred from federal taxes revenues to states and counties).

                   Then, a bolder next step was taken: PSOL and PSTU coalition, with the use of their façade movements, started occupying - either by force or by invasion - public places with tents, and also the dean's offices in public federal universities, as well as an old building in Rio which had been a museum dedicated to indigenous people, but had been deactivated and moved to another building 30 years ago. The idea was clever: by convincing real natives from other regions to occupy the building and claim that it would not be put down (the building was in ruins), they managed to create a pretense indian settlement, which they called 'Aldeia Maracanã', and started broadcasting to the whole country and to people abroad that brazilian and local government did not respect indian lands. After a long judicial battle, they were forced to leave the place, with the promisse that the building would not be put down and would be transformed into a cultural center. The idea was clever because it raised a lot of opposition to local and federal government, which was their main real aim, and also stressed the World Cup question again (Maracanã is the name of our main soccer stadium, which stands right beside the occupied building in ruins).

                    In 2012, a different strategy was used by the same group: they managed to create, with the help of right wing parties, a consistent strike of both firemen and policemen. Things went somewhat wild because those professionals in Brazil belong to military corporations and have to follow their hierarchy and rules, which forbid them from making general strikes and occupying headquarters, which they did. It only ended when it became too impopular after a local parlamentary of PSOL was caught on the telephone (monitoring authorized by a judge) arranging with policemen of Salvador, Bahia, to force their strike to last longer to make it affect Carnival both there and in Rio. Occupying public squares and universities was also intensified, under the pretext of fighting for better wages for public universities professors (and just for them ...) and for 'real democracy'.

                    Next move, a war against public transportation fares, started in May, 2013. Similar movements had taken place previously in southern states of Brazil, mostly, but this time around they were called as a 'revolt' (revolta do busão, revolta da catraca) and those who took part and organized it used a lot of internet work to strongly broadcast it. The idea was to call everybody's attention by destroying and burning a lot of buses and other public/private property, so that it would not remain unnoticed. SP police came around, trying to control the situation and to curb that kind of act, but it only helped violence to escalate. In the end of the day, over 80 buses had been destroyed, as well as bus shelters, public telephones, shop windows and ATM machines and bank agencies. Although those who organized and took responsibility for it were just a group of young guys under the initials 'MPL' (standing for: Movimento Passe Livre), their sites were used and broadcasted by the same militants of  opposing left wing parties mentioned above. This time around, a lot of external help was also seen from 'Anonymous', 'Global Noise' and 'Occupy' movements, which helped broadcasting and promoting the internet information battles.

                    Taking profit of the situation described above, right wing groups and parties organized massive protests using the same mottos of leftists: - 'We' don't need Cups ... a.s.o. The only possible difference is that they stressed more on 'corruption', 'inflation' and 'politicians' unreliability', although a big part of the protests were, in fact, organized by middle-class militants aligned with right wing, traditional parties which have governed the nation for decades. For about two weeks, they managed to promote even bigger riots with a lot of destruction and confrontations with urban security forces, and after marching along with leftists, they started taking their flags away and banning them from their marches. Mainstream, right wing media also helped promoting the protests and their inherent violence, but later started condamning excessive or unjustified acts of violence. A little calm was only achieved after Dilma announced a national plan to improve public transportation, declared the intention to invest the integrality of pre-sal oil revenues in Education and proposed a public consultation about a political reform plan, which was later boycotted in Congress by opposing parties, with the help of their friendly media. She also explained that no money from public budget had actually been invested directly in the Soccer World Cup, only in infrastructure.

                     That's the moment when PSOL-PSTU strategists decided it could be more effective to attack Dilma's local allies, because even the big marches and riots had not strongly affected her popularity in the long run. And that's what they've been doing ever since, by means of inducing public school teachers and students to confront the mayor and the governor of Rio and Porto Alegre (PT controled or PT allies' controled cities) in big acts and strikes where teachers' unions try to storm Local Parliament (Câmara Municipal) and convoke Black Bloc movement activists to promote riot and destruction at the end of each 'peaceful act'. Every week or even twice a week, we've been witnessing the police trying to stop the destruction of bus shelters, banks, shops, public buildings and equipment, without much success, because those who organize it use cell phones and have the support of twitters and even lawyers to release militants when they get arrested. It's getting more serious and, of course, those who organize it and put their bets on such subterranean way of protesting blame it always on the police and local authorities, also saying Dilma is facing so many protests and is not well liked. However ... the general public is not convinced and 99% are still silent or reticent, but bothered by those frequent acts which interfere in their daily routines.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

BBB 2013/2014!!!

DEPOIS DOS COXINHAS DE DIREITA, OS DA ESQUERDA "ANARCO-SINDICAL" ...

(* Obs.: nada contra a verdadeira esquerda, que não almeja apenas chegar ao poder e que não organiza os trabalhadores só para se promover)


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

CONVITE À NÃO-VIOLÊNCIA



Não há nada que impeça um político ou alguém ligado a algum partido de ser proprietário de um domínio ou domínios da Internet. Isso é, inclusive, muito comum. No entanto, quando um domínio de Internet vira plataforma de ataques a qualquer pessoa ou grupo, mesmo que seja contra outros representantes políticos, com incitação à violência, isso é crime. Foi isso que aconteceu, a meu ver, no dia 02/10/13, no site que aparece na imagem acima. Um militante do partido de Plínio (PSOL), postou uma matéria dizendo de forma bem taxativa que, a seu ver, a resposta correta à violência é mais, e não menos violência. Também estimula no texto a que militantes e simpatizantes da causa persigam políticos de outras agremiações. Que ele acredite nisso é um problema particular, pessoal - mas a incitação pública à violência é um delito tipificado em nosso Código Penal no art. 286. Quem aposta na escalada da violência comete, a meu ver, um grande erro. Denunciar alguma violência cometendo novas violências ou provocando os que supostamente teriam cometido algum ato violento ou ilegal não resolve nada, pois cria um ciclo vicioso, além de não ser legítimo.

Regredir aos séculos e períodos das trevas em que cidadãos que se julgavam mais justos tomavam a lei em suas mãos pretendendo, assim, justiçar alguém ou a sociedade, é voltar atrás, negando séculos de luta civilizatória. Repudiar de plano a via política também. Talvez você seja aquele político ideal que você gostaria que existisse: ajude a aperfeiçoar o sistema, candidate-se e dê o bom exemplo, filie-se a algum partido e participe das reuniões, tente interagir com outros grupos da sociedade e inteirar-se de seus problemas. E siga as leis, respeite a cidadania. Se perceber desvios, denuncie de maneira cidadã e pacífica *. Violência é sempre um pretexto e uma aposta perdedora. Para todos.

F. Prieto-RJ

(*) Foi o que fiz, no caso exposto. Vamos ver se o MP-RJ dará a devida resposta. Gandhi, pai da não violência, mudou a situação da Índia, que era uma mera colônia do império britânico, sem disparar tiros e sem quebradeira.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

LULA É PATRIMÔNIO NACIONAL - ATOS DE 20/7

AGENDA DOS ATOS DE 20/7