quinta-feira, 4 de setembro de 2014

AINDA SOBRE MUDANÇAS

Em tempos nos quais se fala muito em mudança, eh sempre bom indagar o que mudanças de fato significam e em que implicam. Substituir um governante por outro nem sempre significa a mudança que se quer ou da qual se necessita. Collor foi  eleito sob a egide da mudança e do combate aa corrupçao, nao implementando qualquer das duas coisas. Quem quer mudanças politicas e sociais deve tambem ser capaz de mudar, ou mudar o angulo pelo qual observa a realidade. Pode, ainda, interferir nela atuando em direçao aa mudança desejada e usando os inumeros canais participativos existentes, ja que praticamente tudo o que fazemos interfere de algum modo no todo, ainda que de forma microscopica e nem sempre planejada.

Premissas importantes: nao e preciso destruir algo para tentar construir novas realidades e nem esperar adesao de todos para iniciar algo. Pode-se conquistar mais adeptos para qualquer proposta servindo como exemplo que por pura tatica de convencimento. Quem quer algo deve dar o primeiro passo e começar a construir, mas se for ago que dependa de outros a construçao e vontade tambem devem ser coletivas. Independente disso, o mundo passa por transformaçoes e mudanças a todo momento, quer se queira ou nao.

De qualquer modo, tudo tem que ter uma previsao de viabilidade ja que o `como` costuma ser um dos entraves iniciais ao que se imagina. Um dado importante eh nao querer reinventar a roda, exceto se essa nova roda for de fato necessaria e melhor em algum sentido. Por fim, ninguem eh obrigado a acreditar no(s) projeto(s) de alguem e muitas `grandes ideias` terminam se mostrando obsoletas ou inviaveis. Deve-se perguntar: mudar o que? mudar como? e mudar para que ou para quem? - ate mesmo para depois nao ter que dizer: Nos eramos felizes e nao sabiamos! ...

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