sexta-feira, 11 de março de 2016

O QUE TEMOS VISTO NO BRASIL

O que temos visto no Brasil, desde o início do primeiro mandato de Lula e intensificando-se agora, na gestão Dilma, são ataques permanentes ao Partido dos Trabalhadores e a seus representantes e aliados políticos, incluindo incontáveis tentativas de criminalizar qualquer ação dos mesmos - ainda que ligada à vida privada. Incluem-se aí ataques midiáticos, policiais e judiciais a familiares de Lula, tais como esposa e filhos, como tentativas sub-reptícias de estorvar sua vida pessoal.

Manifestações de rua promovidas por opositores políticos e seus institutos e movimentos têm sido apoiadas financeiramente por nossa maior federação empresarial e pelo maior grupo cervejeiro da América Latina, entre outros, além de contarem com o apoio incondicional dos principais meios de comunicação de massa do país. Tudo isso para tentar reverter a vontade popular expressa nas urnas em outubro de 2002, 2006, 2010 e 2014. Lula e Dilma, como se sabe, são do PT – Partido dos Trabalhadores e desde antes de seus primeiros mandatos já eram combatidos pela grande mídia associada à direita política. 

Como a estratégia de rua não tem funcionado a contento, apelam para opositores que ocupam cargos no Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas para moverem processos intermináveis e consecutivos contra o grupo político que hoje governa o país, deixando de investigar e punir qualquer delito dos que hoje são oposição. O papel dos meios de comunicação hegemônicos aí é blindar esses opositores, deixando de publicar nomes de políticos de direita envolvidos em desvios, reduzindo o tempo de exposição dos mesmos quando são réus e minimizando suas culpas. Desse modo, criam um sentimento de revolta contra o governo e seu partido em parte da população que não tem acesso a outros meios ou que se deixa seduzir pelos holofotes e forma bem acabada dos noticiários tele-radiofônicos e publicações dos grandes meios.

Dificuldades financeiras oriundas de uma situação de crise mundial que afeta bastante ao Brasil – país cuja economia depende em grande parte do que exporta e importa – são traduzidas para o eleitorado, pelos meios de comunicação de massa, como incompetência governamental. Chegam ao ponto de omitir que há uma crise mundial, atenuando notícias sobre a mesma e desvinculando-a do que ocorre no país – mas quando há algum fato positivo na economia, dizem que a razão é exógena, externa. Mesmo que diversos organismos da ONU elogiem e aplaudam várias de nossas políticas atuais e seus resultados concretos, o tom dos meios é sempre pessimista e negativista.

O que mais impressiona é a amplitude do arco de alianças dos que propõem impeachment à presidenta e prisão de petistas sob pretextos variados, e sua hipocrisia: tal aliança, tácita ou explícita, inclui militaristas que pedem a volta da ditadura, neonazistas, neoliberais ferrenhos, adeptos da pena de morte e da redução da maioridade penal, fundamentalistas religiosos, empresários oligopolistas e a quase totalidade dos grandes meios em graus variáveis. O argumento de que é preciso preservar a institucionalidade chega a ser ridicularizado com contra-argumentos de que ‘o mercado exige mudanças’ e que notícas sobre impeachment e prisões o acalmam ...

Flávio B. Prieto da Silva



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