GOVERNO GOLPISTA NÃO!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

TENTATIVAS DE DESESTABILIZAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE MUDANÇAS POLÍTICAS


        Desde 2002, temos testemunhado várias tentativas de destituir governos democraticamente eleitos no continente sul americano com auxílio dos meios massivos de comunicação e de empresas. Na Venezuela, o proprietário de um grupo de empresas de comunicação e de petróleo se alçou presidente durante uma tentativa de golpe frustrada. Esse empresário e outros, como Gustavo Cisneros (conhecido no Brasil como o ‘Roberto Marinho da Venezuela’), participantes da tentativa de sedição, teriam se reunido com diplomatas dos Estados Unidos, país que reconheceu o governo golpista em menor tempo. Na Bolívia, empresários da ‘Media Luna’ (Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija), com ajuda de diplomatas externos, planejaram e tentaram impor em 2008 um movimento autonomista de oposição e insurreição ao governo central de Evo Morales, presidente democraticamente eleito, com a explosão de gasodutos, bloqueio de estradas, ocupação de prédios públicos e cerca de 30 mortos. O pretexto era garantir maior autonomia política para essas províncias, mais ricas e brancas que a média do país, e barrar o projeto ‘Renta Dignidad’ de aposentadorias. No Paraguai, os colorados que haviam governado o país por 61 anos não aceitaram a vitória eleitoral de Fernando Lugo e, a partir de sua posse, começaram a fustigá-lo, aproveitando um incidente com mortes em uma fazenda de um ex-senador colorado para pedir sua deposição. Julgado pelo Congresso no que se chamou de ‘julgamento relâmpago’, Lugo foi deposto por um parlamento com predomínio de latifundiários e donos de empresas. Também aí apontou-se a pressão dos Estados unidos, interessados em implantar suas bases militares no país.
       Nas tentativas de reversão da vontade popular no Brasil e Argentina, sempre presente a mão de empresários. Tanto lá como cá, federações de indústrias, comércio e grupos de comunicação se erigem em porta-vozes da oposição política e financiam movimentos opositores oportunistas. No caso dos meios de massa, seu apoio aos partidos opositores é amplo e descarado, chegando ao ponto de encobrir quaisquer delitos praticados por seus políticos em gestões atuais e passadas para concentrar a carga contra as políticas, partido e integrantes do atual governo eleito e reeleito democraticamente em ambos os países. Já ao empresariado, além de declarações contra tributos e contra o rumo da economia, cabe o papel financiador. Presidentes do maior grupo de bebidas da América Latina e donos de imensas fortunas subvencionam, junto com outros empresários daqui e de fora, ruidosos movimentos de oposição de rua. O tambor das mídias associadas a partidos opositores e ao empresariado também bate sem parar, exigindo mudanças – ou, na verdade, retorno às políticas da direita que já nos governou por décadas. Tais pressões conseguiram facilitar a vitória eleitoral da direita na Argentina e no parlamento venezuelano. Resta apurar a participação externa aqui, uma vez que a mesma embaixadora que atuou no Paraguai na época de Lugo exerce desde 2013 suas funções diplomáticas no Brasil ...

Flávio B. Prieto da Silva
 

4 comentários:

  1. Flávio, posso publicar este seu texto modificando os parágrafos? Se não, publico conforme este original. Abraõs!

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  2. Pode editar e publicar, Itárcio! Abraço! (não tinha lido)

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