terça-feira, 22 de agosto de 2017

TJDF DÁ CARTA BRANCA PARA OFENSAS

RACISMO À BRASILEIRA


Senadora afrodescendente, mestiça, com aspecto de pertencimento a classe social baixa, é ofendida em rede por uma jornalista branca, sulista, aparentando classe social alta. As ofensas, publicadas em canal de vídeo no Youtube da suposta jornalista, ligada ao grupo editorial Abril/Veja, epitetam a senadora Regina Sousa do PT de 'analfabeta', 'anta', 'gentalha', incapaz de representar os eleitores no Senado e exercer o cargo para o qual foi eleita pelo povo piauiense. Na decisão, os desembargadores que reverteram uma decisão de primeira instância optaram por manter o vídeo ofensivo no ar. Justificativas apresentadas para tal decisão estapafúrdia? O vídeo teria sido publicado durante 'momento político tenso' e retirá-lo do ar representaria ofensa à 'liberdade de expressão' - como se determinado momento político e a chamada liberdade de expressão fossem uma espécie de carta branca (sem trocadilho) para insultos e ofensas geralmente punidas por lei, por estarem textualmente previstas e tipificadas em código de leis e outros diplomas legais. A mesma senadora já fora chamada de 'tia do café' por um humorista com tribuna em canal de televisão de grande audiência, e que acha jocoso promover ofensas e preconceitos de classe e étnicos a título de piada ou gracejo. Os respectivos vídeos são uma espécie de insulto contínuo, pois seguem promovendo preconceito, ódio e intolerância. 

Enquanto o Judiciário brasileiro for conivente, estaremos fritos. Aqui será o país da intolerância e os ódios recíprocos serão exacerbados. Ódio se constrói, inclusive com conivência e omissão. O nome da ofendida é Maria Regina Sousa e os ofensores se chamam Joice Cristina Hasselmann e Danilo Gentili. 

Em tempo: a 8ª Turma Cível do TJ-DF é composta por três desembargadores brancos, de extração social alta. São eles: DIAULAS COSTA RIBEIRO,  EUSTAQUIO DE CASTRO e NIDIA CORREA LIMA.

Flávio B.Prieto da Silva

http://s.conjur.com.br/dl/tj-df-mantem-video-joyce-hasselmann.pdf

TJDF DÁ CARTA BRANCA PARA OFENSAS 

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