domingo, 11 de novembro de 2012

SOLIDARIEDADE DE CLASSE

            Os grandes veículos de comunicação no Brasil e na América Latina apóiam todo e qualquer movimento ou tentativa de golpe contra governos eleitos de esquerda ou que, de algum modo, se esforcem em reduzir as diferenças sociais e exercer algum controle sobre as instituições absolutas do capitalismo. Redistribuir renda e oportunidades, aumentar acesso aos bens sociais, reduzir os monopólios e oligopólios, incluside de meios de comunicação, tudo isso é visto com enorme desconfiança e até mesmo com rancor e aversão explícita por parte dos que se habituaram a gozar de liberdades absolutas, em sociedades onde todos os demais poderes e cidadãos estão sujeitos a controles diversos. 

            Apoiaram explicitamente todos os golpes de direita no continente nas décadas de 60, 70 e 80, e agora, no novo ciclo de golpes e tentativas (contra Chávez em 2002 na Venezuela, contra Evo Morález em 2004 na Bolívia, contra Correa em 2010 no Equador, contra Zelaya em 2009 em Honduras, contra Lugo em 2012 no Paraguai ...), batem palmas fervorosamente, tentando mostrar sempre que se trata de ações apartidárias e que é a população quem pede a saída dos dirigentes eleitos.  Também causa espanto a velocidade com que passam a emprestar legitimidade aos governos de fato, no caso de sucesso dos golpes, apressando-se em ouvi-los e reconhecê-los como novos líderes representativos. 

             Agora, nesse momento, em uma Argentina convulsionada por confrontos de forças do presente com as do passado autoritário no qual os meios de comunicação atuais engordaram e cresceram, as mídias hegemônicas no Brasil tratam de legitimar a oposição a Cristina Kirchner, magnificando todo e qualquer protesto contra ela, mas escondendo que esses protestos têm a mão de partidos conservadores de oposição e meios de comunicação que não querem abrir mão de seus privilégios consolidados durante os anos de chumbo. A simples visão das multidões que acorrem aos protestos nos mostram que se trata, na esmagadora maioria, das parcelas da classe média que se colocam contra a redistribuição de renda promovida por aquele governo e culpam a presidenta por eventuais greves de funcionários e 'lockouts' com vistas a desestabilizar o regime.

            Que poder é esse que promove e aplaude golpes, para depois fazer séries de tv do tipo 'Anos Rebeldes' - como se tivessem ficado do outro lado, ou neutros? Que poder hipócrita é esse que dança sempre de acordo com a música, fingindo não ter lado, mas na hora 'H' fica do lado do opressor, do golpista, do poder armado e do capital?
                                                                                                                           Flávio Prieto

                                                                                                                                         

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

DIREITO A OPINIÃO ...


PODEM ME PRENDER, PODEM ME BATER, QUE EU NÃO MUDO DE OPINIÃO!!!



A DIRCEU E GENOÍNO

            Enquanto vocês, ainda jovens, consumiam suas vidas lutando por um Brasil mais livre e igualitário, outros jovens mais ou menos abastados se alienavam ou apoiavam os que, naquela época, praticavam golpes contra a democracia. Enquanto vocês passavam à clandestinidade, tendo que abandonar famílias e sonhos ‘pequeno-burgueses’, talvez, em nome do ideal coletivo mais generoso de um Brasil mais justo e soberano, outros se dedicavam aos sonhos que vocês abandonavam naquele momento e a suas próprias famílias e relacionamentos. E enquanto vocês sofriam nos porões de uma ditadura repressora e sanguinária, sendo tratados de maneira vil, outros iam às festinhas da época e dançavam o chá-chá-chá, o twist e o hully-gully ou cuidavam de suas vidas e seus futuros ...
           Mas, sem a atuação decidida de gente como vocês, o Brasil seria bem pior e passaria a idéia de que aqui se podem implantar regimes autoritários sem haver resistência. As ações de vocês dois foram marcos sinalizadores de que o povo estava insatisfeito, ou a parcela mais lúcida dele, pelo menos, estava.  E essa insatisfação ganhou força e acabou resultando na mobilização popular por eleições diretas e por uma sociedade e país livres da tutela autoritária que lhes era imposta pela prolongada ditadura civil-militar.
             Hoje temos uma imprensa livre, tão livre que pode até ensaiar golpes e propor que se fraudem concursos. Pode acusar sem provas e integrar um campo político de onde bombardeia o outro sem clemência ou decência ... pode fazer quase tudo o que quer. Temos um Judiciário que não é tutelado, do qual não se apeiam ministros por decretos presidenciais – Judiciário que teria que estar à altura da nova conjuntura e não agir arbitrariamente como antes agiram contra ele, na época dos saudosos Hermes de Lima, Victor Nunes e Evandro Lins e Silva, grandes ministros do STF cassados por decreto presidencial, ou melhor, ditatorial. Hoje nenhum jurista pode fornecer ao sistema o álibi de que ‘a revolução cria sua própria institucionalidade’: não deve haver normas e nem julgamentos de exceção e ninguém deve ser cassado ou condenado sem provas e sem um julgamento justo e imparcial.
             Vivemos uma conjuntura na qual somos mais soberanos, a despeito do muito que ainda nos falta para podermos encher o peito e gritarmos isso aos quatro ventos e, apesar também das inúmeras dificuldades, somos um país um pouco mais igualitário. O índice de Gini, que mede as desigualdades, nos mostra que somente agora alcançamos e superamos o nível que ocupávamos em 1960, antes do golpe. Isso só foi atingido após os doze anos de governos ‘mensaleiros’ petistas. Nos anos anteriores à chegada do PT ao poder, esse índice só piorava. Temos um país mais livre, mais soberano e no caminho para se tornar mais equânime, justo e igual. E talvez isso incomode a alguns ...
             O sacrifício passado de vocês, portanto, não foi em vão, como não será o de agora. Essas tribulações não devem durar, pois o povo hoje também é mais informado e unido e já deu uma resposta nas urnas aos que acusavam o PT de corrupção. Estamos nos mobilizando e continuaremos a nos mobilizar enquanto subsistir qualquer resquício de arbítrio.  E aqui conclamo os que ainda dormitam para que participem.
                                                                                                                                           Flávio Prieto

COMO RODRIGO MAIA, PAULO GUEDES E A GLOBO ESTÃO TE ENGANANDO SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO

AQUI ESTÃO AS 7 PRINCIPAIS MENTIRAS QUE TE CONTAM SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO (com dados confiáveis que destroem essas mentiras) MENTIRA...