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terça-feira, 10 de outubro de 2017
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
DOS PASITOS PA'ATRÁS ...
O PROCESSO DE RECONVERSÃO FORÇADA À DIREITA DA AMÉRICA LATINA
Processo semelhante ao que ocorreu na
América Latina nos anos 60, 70 e 80 se repete agora (como farsa?), com a volta do discurso conservador e a eclosão de governos de direita no continente, após pesadas campanhas para
derrocar governos redistribuidores de renda e acesso aos bens sociais. Assim
ocorreu na Argentina, com a eleição do opositor Maurício Macri, após duras
campanhas nas quais se acusava veladamente o governo de Cristina Kirchner de
ser autor ou co-autor da morte de um promotor de justiça (caso Nisman) e de
numerosas marchas contra a inflação e supostas corrupções. Assim também ocorreu
no Brasil, com a deposição ardilosa da presidenta legitimamente reeleita em
2014, Dilma Roussef, após numerosas marchas, batalhas judiciais, midiáticas e
congressuais. Em ambos os casos, o capital e os meios de comunicação
conservadores e hegemônicos tiveram participação decisiva em induzir a
população e os detentores de cargos representativos e de controle institucional
a se colocarem publicamente ou atuarem contra os governos progressistas de
Cristina e Dilma. O método deu certo: o grupo político de Cristina não
conseguiu eleger Scioli, candidato que se colocou como independente apesar de
estar no mesmo espectro político que Cristina, e no Brasil pós-golpe, em recentes
eleições municipais, a direita obteve vitória por larga margem, enquanto
processos judiciais para tentar anular o golpe contra Dilma vão se arrastando sem perspectivas favoráveis no Judiciário cooptado. O caso Nisman e a algazarra sobre ‘crise’ foram
parcialmente sepultados pela mídia (como seria de se esperar) e as
marchas de direita anti-corrupção, anti-inflação e anti-desemprego, tanto no Brasil quanto na Argentina, cessaram
completamente – embora a corrupção, inflação e desemprego não tenham cessado e
nem reduzido seu ritmo. A palavra ‘crise’, utilizada igualmente contra Cristina
e Dilma (seja no sentido político ou econômico) deixou de ter a força negativa
que tinha e passou a ser vista como fato corriqueiro pela mídia
colaboracionista, ou mesmo como pretexto para medidas de austeridade fiscal e
econômica. A retirada sumária de direitos e anúncios da venda de ativos
importantes, aliados à manutenção das mazelas anteriormente criticadas, parece
ter servido como um balde de água fria para a parcela da população que antes
queria acreditar que uma simples mudança de governo lhes traria um país melhor
e maiores perspectivas em suas vidas pessoais. E a estratégia da mídia de apoio
a esses governos de dizer que agora tudo melhorara ou melhoraria em breve
deixou de funcionar com a incapacidade dos mesmos em impedir o aparecimento de numerosos
escândalos envolvendo pessoas de suas hostes e de controlar inflação,
desemprego, desequilíbrios públicos e desvios. Na Venezuela, a oposição também
logrou importante vitória ao conquistar 2/3 dos assentos da Assembleia
Nacional, de onde passou a exercer uma oposição política ao governo Maduro –
antes exercida na mídia, nas ruas e na guerra econômica (guarimbas, boicote econômico,
desabastecimento). Também lá o binômio capital e mídia assume um papel
preponderante na mobilização popular contra o governo, com campanhas
permanentes para desestabilizar o governo popularmente eleito, mas sem obter o
êxito desejado.
Em todos os casos acima, o aporte de
recursos e de apoios de diversos tipos dos ‘institutos pela democracia’ e ‘livre-mercado’,
uma miríade de organismos internacionais ligados a governos de países do centro
do sistema político e econômico internacional como Estados Unidos e Alemanha.
De volta aos anos 60, 70 e 80?
Flávio B. Prieto da Silva
Rio de Janeiro, novembro de 2016
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
CONVITE À NÃO-VIOLÊNCIA
Não há nada que impeça um político ou alguém
ligado a algum partido de ser proprietário de um domínio ou domínios da
Internet. Isso é, inclusive, muito comum. No entanto, quando um domínio de
Internet vira plataforma de ataques a qualquer pessoa ou grupo, mesmo que seja
contra outros representantes políticos, com incitação à violência, isso é
crime. Foi isso que aconteceu, a meu ver, no dia 02/10/13, no site que aparece
na imagem acima. Um militante do partido de Plínio (PSOL), postou uma matéria
dizendo de forma bem taxativa que, a seu ver, a resposta correta à violência é
mais, e não menos violência. Também estimula no texto a que militantes e
simpatizantes da causa persigam políticos de outras agremiações. Que ele
acredite nisso é um problema particular, pessoal - mas a incitação pública à
violência é um delito tipificado em nosso Código Penal no art. 286. Quem aposta
na escalada da violência comete, a meu ver, um grande erro. Denunciar alguma
violência cometendo novas violências ou provocando os que supostamente teriam
cometido algum ato violento ou ilegal não resolve nada, pois cria um ciclo
vicioso, além de não ser legítimo.
Regredir aos séculos e períodos das trevas em que
cidadãos que se julgavam mais justos tomavam a lei em suas mãos pretendendo,
assim, justiçar alguém ou a sociedade, é voltar atrás, negando séculos de luta
civilizatória. Repudiar de plano a via política também. Talvez você seja aquele
político ideal que você gostaria que existisse: ajude a aperfeiçoar o sistema,
candidate-se e dê o bom exemplo, filie-se a algum partido e participe das
reuniões, tente interagir com outros grupos da sociedade e inteirar-se de seus
problemas. E siga as leis, respeite a cidadania. Se perceber desvios, denuncie
de maneira cidadã e pacífica *. Violência é sempre um pretexto e uma aposta
perdedora. Para todos.
F. Prieto-RJ
(*) Foi o que fiz, no caso exposto. Vamos ver se
o MP-RJ dará a devida resposta. Gandhi, pai da não violência, mudou a situação
da Índia, que era uma mera colônia do império britânico, sem disparar tiros e
sem quebradeira.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
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